EDUCAÇÃO FÍSICA

A "educação física" é uma atividade dinâmica que contribui na formação ampla dos sujeitos, em seu aspecto social, bem como no desenvolvimento de seu lado individual, através de oportunidades *lúdicas que proporcionam equilíbrio entre corpo, mente e espaço.Desenvolve as habilidades motoras de qualquer sujeito, além de manter elementos terapêuticos, sejam eles emocionais ou físicos.

domingo, 8 de maio de 2011

FLEXITESTE

O flexiteste consiste em medir a mobilidade máxima de 20 movimentos corporais,
incluindo as articulações do tornozelo, do joelho, do quadril, do tronco, do punho, do cotovelo e do
ombro, sem aquecimento prévio. Cada movimento é medido em uma escala de zero a quatro, no
total de cinco níveis de flexibilidade. O teste é aplicado por um médico ou por um professor de
educação física, que força o movimento nas articulações do paciente até o ponto máximo de
amplitude, facilmente detectado devido à resistência mecânica ao prosseguimento da execução
ou ao relato de desconforto do avaliado.
O grau de flexibilidade é definido quando a amplitude alcançada é comparada com
padrões de flexibilidade, que vão de zero (flexibilidade praticamente inexistente); um (baixa); dois
(média); três (grande); e quatro (muito grande). O flexiteste é hoje ensinado na maioria das
faculdades de educação física do país e já foi tema de diversas teses pós-graduação. O flexiteste
permite que os graus alcançados em cada um de seus 20 movimentos sejam somados para a
obtenção do Flexíndice, que oscila numa escala de zero a oitenta, sendo que os graus zero ou
oitenta nunca foram obtidos na prática.
Pela natureza da escala e pelo modo como foram propositadamente desenhados os
mapas de avaliação, observa-se uma distribuição gaussiana para os dados, de forma que a
tendência central é o valor 2, os valores 1 e 3 são menos freqüentes e os valores extremos, isto é,
0 e 4 são bastante raros. Com a natureza gaussiana das escalas de cada movimento e a global, é
possível estudar todo o espectro da mobilidade, já que os valores extremos máximos - 0 e 80
pontos - nunca foram, na prática, obtidos. Dessa forma, não houve os denominados efeitos solo e/
ou teto, que tanto dificultam a utilização clínica de certos testes mais simples. Vários estudos de
fidedignidade intra e inter-observadores feitos com fotos de modelos ou com medidas reais em
indivíduos mostraram sistematicamente altos coeficientes de correlação intraclasse para o
Flexiteste.


Os 20 movimentos são:
1) Flexão do tornozelo;
2) Extensão do tornozelo;
3) Flexão do joelho;
4) Extensão do joelho;
5) Flexão do quadril;
6) Extensão do quadril;
7) Adução do quadril;
8) Abdução do quadril;
9) Flexão do tronco;
10) Extensão do tronco;
11) Flexão lateral do tronco;
12) Flexão do punho;
13) Extensão do punho;
14) Flexão do cotovelo;
15) Extensão do cotovelo;
16) Adução posterior do ombro com 180 graus de abdução;
17) Extensão com adução posterior do ombro;
18) Extensão posterior do ombro;
19) Rotação lateral do ombro com 90 graus de abdução;
20) Rotação medial do ombro com 90 graus de abdução.

Durante as pesquisas para a criação do flexiteste, foram avaliadas três mil pessoas
entre 5 e 85 anos, atletas e sedentários, que permitiram uma série de constatações feitas pelos
pesquisadores sobre os padrões de flexibilidade da população brasileira.
Pelas pesquisas, a média de flexibilidade é semelhante entre meninas e meninos até
os 6 ou 7 anos, mas a partir dessa idade as mulheres começam a se tornar sistematicamente
mais flexíveis que os homens.
A flexibilidade da criança se reduz drasticamente até a adolescência. Já dos 16 até os
40 anos, a redução da flexibilidade se dá de modo mais lento. A partir dos 40, porém, a queda da
flexibilidade volta a se acelerar e recebe influência de outros fatores como padrão de atividade
física e nível de saúde. O treinamento físico da flexibilidade, porém, melhora a mobilidade em
qualquer faixa etária. A hipermobilidade (mais de 70 pontos no ‘flexíndice’) é mais comum na
infância e nas mulheres. Essa alta flexibilidade é exigida por algumas modalidades esportivas,
como a ginástica olímpica ou o balé, mas, em outras modalidades, como o judô e o futebol, são
alcançados desempenhos desportivos excepcionais com valores relativamente baixos em
flexibilidade.

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