O flexiteste consiste em medir a mobilidade máxima de 20 movimentos corporais,
incluindo as articulações do tornozelo, do joelho, do quadril, do tronco, do punho, do cotovelo e do
ombro, sem aquecimento prévio. Cada movimento é medido em uma escala de zero a quatro, no
total de cinco níveis de flexibilidade. O teste é aplicado por um médico ou por um professor de
educação física, que força o movimento nas articulações do paciente até o ponto máximo de
amplitude, facilmente detectado devido à resistência mecânica ao prosseguimento da execução
ou ao relato de desconforto do avaliado.
O grau de flexibilidade é definido quando a amplitude alcançada é comparada com
padrões de flexibilidade, que vão de zero (flexibilidade praticamente inexistente); um (baixa); dois
(média); três (grande); e quatro (muito grande). O flexiteste é hoje ensinado na maioria das
faculdades de educação física do país e já foi tema de diversas teses pós-graduação. O flexiteste
permite que os graus alcançados em cada um de seus 20 movimentos sejam somados para a
obtenção do Flexíndice, que oscila numa escala de zero a oitenta, sendo que os graus zero ou
oitenta nunca foram obtidos na prática.
Pela natureza da escala e pelo modo como foram propositadamente desenhados os
mapas de avaliação, observa-se uma distribuição gaussiana para os dados, de forma que a
tendência central é o valor 2, os valores 1 e 3 são menos freqüentes e os valores extremos, isto é,
0 e 4 são bastante raros. Com a natureza gaussiana das escalas de cada movimento e a global, é
possível estudar todo o espectro da mobilidade, já que os valores extremos máximos - 0 e 80
pontos - nunca foram, na prática, obtidos. Dessa forma, não houve os denominados efeitos solo e/
ou teto, que tanto dificultam a utilização clínica de certos testes mais simples. Vários estudos de
fidedignidade intra e inter-observadores feitos com fotos de modelos ou com medidas reais em
indivíduos mostraram sistematicamente altos coeficientes de correlação intraclasse para o
Flexiteste.
Os 20 movimentos são:
1) Flexão do tornozelo;
2) Extensão do tornozelo;
3) Flexão do joelho;
4) Extensão do joelho;
5) Flexão do quadril;
6) Extensão do quadril;
7) Adução do quadril;
8) Abdução do quadril;
9) Flexão do tronco;
10) Extensão do tronco;
11) Flexão lateral do tronco;
12) Flexão do punho;
13) Extensão do punho;
14) Flexão do cotovelo;
15) Extensão do cotovelo;
16) Adução posterior do ombro com 180 graus de abdução;
17) Extensão com adução posterior do ombro;
18) Extensão posterior do ombro;
19) Rotação lateral do ombro com 90 graus de abdução;
20) Rotação medial do ombro com 90 graus de abdução.
Durante as pesquisas para a criação do flexiteste, foram avaliadas três mil pessoas
entre 5 e 85 anos, atletas e sedentários, que permitiram uma série de constatações feitas pelos
pesquisadores sobre os padrões de flexibilidade da população brasileira.
Pelas pesquisas, a média de flexibilidade é semelhante entre meninas e meninos até
os 6 ou 7 anos, mas a partir dessa idade as mulheres começam a se tornar sistematicamente
mais flexíveis que os homens.
A flexibilidade da criança se reduz drasticamente até a adolescência. Já dos 16 até os
40 anos, a redução da flexibilidade se dá de modo mais lento. A partir dos 40, porém, a queda da
flexibilidade volta a se acelerar e recebe influência de outros fatores como padrão de atividade
física e nível de saúde. O treinamento físico da flexibilidade, porém, melhora a mobilidade em
qualquer faixa etária. A hipermobilidade (mais de 70 pontos no ‘flexíndice’) é mais comum na
infância e nas mulheres. Essa alta flexibilidade é exigida por algumas modalidades esportivas,
como a ginástica olímpica ou o balé, mas, em outras modalidades, como o judô e o futebol, são
alcançados desempenhos desportivos excepcionais com valores relativamente baixos em
flexibilidade.
EDUCAÇÃO FÍSICA
A "educação física" é uma atividade dinâmica que contribui na formação ampla dos sujeitos, em seu aspecto social, bem como no desenvolvimento de seu lado individual, através de oportunidades *lúdicas que proporcionam equilíbrio entre corpo, mente e espaço.Desenvolve as habilidades motoras de qualquer sujeito, além de manter elementos terapêuticos, sejam eles emocionais ou físicos.
domingo, 8 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O QUE TODO ARMADOR DEVERIA SABER (Prof.Paulo Murilo)
Desde o nosso último armador autêntico, Maury,desenvolveu-se em nosso país a figura do armador-finalizador,perfeitamente alinhado ao sistema do Passing Game,onde sua função primordial é a de iniciar uma sucessão de passes, correr por trás da defesa e ressurgir triunfante para a finalização,preferencialmente da linha dos três pontos ou, num lampêjo de gênio penetrar por dentro do garrafão buscando o"assistance" que reforçará sua estatística ao final do jogo.Nesse sistema o armador,ao correr por trás da defesa se ausenta do fóco da ação, atitude que deveria ser repensada pelos técnicos, pois a função de coordenação do ataque ao recair nas mãos dos pivôs que saem para fora do garrafão perde em qualidade e fragiliza o rebote ofensivo, além de limitá-los ao passe ou um arremesso de três pontos,que convenhamos não deveria ser o carro chefe de um jogador reboteador.Em alguns casos tentam a progressão com o drible errando na maioria das vezes.Por outro lado,os armadores passaram a correr o dobro da distância que corriam no passado,num desgaste brutal e perfeitamente dispensável.Essa mudança técnico-comportamental propiciou um quase definitivo abandono na arte do drible, pela adoção do passe como fundamento básico na estruturação tática de nossas equipes de uma maneira geral,esteriotipada e pouco criativa.Chamados de jogador"1" têm sido responsáveis por inumeras derrotas internacionais ao final de jogos, onde deveriam agir taticamente, mas sob pressão mais acentuada perdem o controle da bola em tentativas individualisadas,caindo em armadilhas pela baixa qualidade técnica de seu drible.Evoluir como"1" durante uma partida sob defesa pouco agressiva é bem diferente das exigências técnicas sob pressão contundente.Muitos de nossos armadores enfrentam um defensor mais combativo dando as costas para o mesmo, pois são incapazes de o enfrentarem de frente pela pouca ou quase nenhuma técnica na arte da finta e do drible.Quando de uma reversão o fazem sem a troca de mãos, assim como adoram a mudança de direção utilizando o drible pelas costas estando no centro da quadra, quando esse tipo de drible só deveria ser utilizado em um ângulo entre 30 e 35 graus em função da cesta.Como o angulo maximo da visão periférica se situa em torno dos 120 graus,torna-se óbvia a dificuldade que um armador enfrenta quando de costas para a cesta.Ambidestralidade então nem pensar,pois para um finalizador a mesma torna-se dispensavel.E o mais impressionante,com a cumplicidade de muitos árbitros desenvolveram uma maneira de facilitar o dominio da rotação da bola durante o drible, simplesmente interrompendo a trajetória do mesmo colocando a mão impulsionadora por baixo da bola anulando sua rotação, provocando um hiato suficiente para movimentar o corpo numa finta dissociada da ação da mesma, numa autêntica infração de sobre-passo, pois o binômio drible-passada é quebrado tornando o movimento ilegal.Com a bola imobilizada, mesmo numa fração de segundo torna-se fácil a mudança de direção e a reversão, numa flagrante demonstração de desconhecimento das técnicas do drible.Como é uma atitude que já vem sendo adotada a alguns anos dedúz-se que são ensinadas por técnicos pouco afeitos ao exaustivo mister de ensinar corretamente os fundamentos. Se o armador"1" age desta maneira o que dizer do "2"? Simplesmente podemos atestar que sob pressão intensa não temos armadores suficientemente preparados para enfrentá-la.Não é coincidência termos importado nos últimos anos não mais pivôs,e sim armadores.Nossas equipes melhoram muito suas performances, quando em raras oportunidades, ou pressionadas pela necessidade de velocidade utilizam dois armadores, retirando dos "3","4" e"5" a responsabilidade do drible, pelo fato de serem incapazes de realizá-lo com um minimo de eficiência.A adoção absurda do Passing Game levou a essa situação de penúria técnica,pois já que todos o adotaram para que desenvolver dribladores de verdade tomando um tempo que poderia ser utilizado na pratica das enterradas e do arremesso de três pontos? Esqueceram nossos grandes técnicos, ou não observaram que na NBA o Passing Game é todo voltado para o embate um contra um, onde o drible é fundamental, pois as flutuações e coberturas são praticamente proibidas,tanto na marcação individual como na marcação por zona,ao contrário do resto do mundo.Como aqui no Brasil todos jogam sob um mesmo sistema, as defesas se encaixam com mais facilidade são mais previsiveis,e mesmo com flutuações são pouco agressivas, dando aos armadores a falsa sensação de dominio, tanto na progressão ,como na finalização.Ao voltarmos,se isso fosse possível,aos esquemas com dois armadores,dois alas e um pivô, talvez estivessemos resgatando a arte dos fundamentos, arte esta que nos deu grandes vitorias e titulos no passado.Mas para que isso fosse possivel teriam os técnicos de se reprogramarem, que estudassem a arte do ensino dos fundadmentos, pois uma equipe com bons fundamentos é mais eficaz do que aquela que utilize um sistema baseado em pura coreografia,e o fundamento a ser especialmente estudado e ensinado é o drible. Interessante notar que em qualquer escalação que aparece nas transmissões da televisão americana,tanto da NBA, como da NCAA os jogadores são discriminados como Guard,Guard,Forward,Forward,Center.Nunca como 1,2,3,4 e 5! No dia em que nossos armadores forem capazes de sob intensa pressão,voltados para a cesta, com total dominio visual da quadra, criarem espaços ondem não existem, estabelecerem superioridade numérica ao ultrapassarem o adversário, e aremessarem como alternativa eficaz e não como prioridade da equipe,teremos de volta nossa maneira de jogar,que nos fez respeitados no mundo inteiro.Em outro capitulo falarei dos alas e pivôs,desculpem,dos 3,4 e 5...
25 Setembro 2004
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